ÓBIDOS 322 ANOS: Poesia “Óbidos, simplesmente Óbidos” de Ananias Matos

ÓBIDOS 322 ANOS: Poesia “Óbidos, simplesmente Óbidos” de Ananias Matos

Estamos publicando a poesia “Óbidos, simplesmente Óbidos”, de Ananias Matos, em homenagem aos 322 anos de Óbidos, que acontece neste 2 de outubro de 2019. 

ÓBIDOS, SIMPLESMENTE ÓBIDOS

Oh! Cidade de todos e para todos.

Em teus lagos mergulho afoito,

Nos cascos dos barcos cheios de lodos,

Mata a fome o inquietante tralhoto.

 

Bem ali na canoa, o menino come a berlinda

Com o delicioso minibom de abacate.

Enquanto observa a passagem da moça linda,

Fica sonhando com tamanha arte.

 

O sol ainda favorece o comércio a céu aberto.

Os bravos homens e mulheres seguem suas sinas.

Um vai e vem no porto descoberto,

Enquanto se ouve o pitar das buzinas.

 

Como se esquecer do rio que a margeia?

Do mais caudaloso e belo rio do mundo?

O rio Amazonas todo dia te beija e te massageia.

Protegendo-a como o porteiro da igreja, o seu Raimundo.

 

Suas ladeiras é desafio a ser vencido.

Mas, ao longo dos anos elas modelaram,

As pernas do seu povo aguerrido.

Fortalecendo os pulmões dos que por elas passaram.

 

A pujante e serena Serra da Escama,

É testemunha ocular de sua bela história.

Com sua sombra ela protege quem ama,

Rindo a toa nos momentos de glória.

 

Pelo Forte Pauxis passaram bravos heróis,

Deixando um legado de amor por este torrão.

Aqui nasceram outros, que brilham mais que faróis.

E ainda hoje, rodam pelo mundo, declarando sua paixão.

 

Tenho muito a contar, mas o tempo é curto.

Não falei das tuas praças, nem dos prédios coloniais,

Da fartura na época da piracema, das festas tradicionais.

Vou parar por aqui, caso contrário, terei um surto.

Por: Ananias Matos

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