Concurso da Rainha do Folclore Obidense: Vídeos já estão disponíveis para votação

Concurso da Rainha do Folclore Obidense: Vídeos já estão disponíveis para votação

A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Óbidos está promovendo o I Concurso Virtual da Rainha do Folclore Obidense, do qual estão concorrendo quatro jovens obidenses.

Nesta segunda fase, as candidatas escolheram um tema, prepararam os vídeos, os quais já estão disponíveis na página do I Concurso Virtual da Rainha do Folclore Obidense, onde o público poderá participar da escolha da Rainha, curtindo os vídeos das concorrentes. A votação encerra dia 21 de agosto, às 23h.

A terceira e última fase, acontecerá dia 22 de agosto, às 19h, com a avaliação de um júri técnico, quando será divulgado o resultado do concurso.

Confira os vídeos das candidatas. Clique na imagem pra ver o vídeo:

CANDIDATA: ALINE MARINHO DE VASCONCELOS
CIDADE: ÓBIDOS
TEMA: IARA SEDUTORA DAS ÁGUAS

Iara, também conhecida como Mãe d’água, faz parte do folclore brasileiro. Trata-se de uma lenda folclórica de origem indígena, oriunda da região amazônica. Apesar de ser originária dessa região, Iara é conhecida em todo Brasil. Iara ou Yara, do indígena Iuara, significa “aquela que mora nas águas”. Mulher de rara beleza, (metade mulher, metade peixe), cabelos longos e negros como a noite que não tem luar, olhos castanhos e luminosos como os raios solares a brilhar sobre as águas. Aos fins de tarde, Iara se põe em uma pedra as margens dos rios e igarapés com um espelho onde usa seu canto suave e sereno, para seduzir pescadores e ribeirinhos que por ali passam, deixando hipnotizados e encantados á todos aqueles que fixarem o olhar para ela. São raros os que sobrevivem ao encantamento da sereia e caso retornem, não conseguem ter uma vida normal por ficarem loucos. Somente um pajé ou uma benzedeira é capaz de curá-los definitivamente.

CANDIDATA: KARINE KYARA BARROS ALVES
CIDADE: ÓBIDOS
TEMA: SOU CABOCLA PAUXIARA

 

Karine Kyara é uma Cabocla Pauxiara e vem mostrar a riqueza da nossa terra.

Inicia-se no rio, ruas de nosso povo e fonte de alimento de nossa gente, em especial ao nosso Jaraqui, fazendo alusão ao nosso festival e histórias de nossos pescadores.

Na segunda parte ao som de farinhada representando nossa fonte de renda, como Farinha, Castanha do Pará, Açaí e outros, que são uns dos melhores da região...

Em seguida a Fé em nossa Padroeira Senhora Sant'Ana e nas nossas benzedeiras.

E finaliza ao som da música frevo mulher em uma pegada junina, lembrando de nosso Arraiá dos Pauxis, canção essa que é ovacionada no nosso Carnapauxis. A riqueza das pedrarias no traje de nossa candidata, vem representando a riqueza de nossa terra, as sementes de Castanha do Pará, açaí fonte de alimento, galhos e madeiras aos artesões de nossa terra.

CANDIDATA: MARIANE AMARAL NOGUEIRA
CIDADE: ÓBIDOS
TEMA: VIVA A CULTURA POPULAR COM A FESTA DE BOI BUMBÁ

Ao escolher esta temática a quadrilha Explosão Junina através de sua candidata faz referência a uma das maiores expressões do folclore obidense que é o folguedo de Boi Bumbá, o qual sempre exerceu uma expressiva influência nas festas juninas de Óbidos.

O Boi Bumbá obidense, segundo o poeta e cantor Eduardo Dias, em entrevista ao portal Obidense, é o primeiro boi que se tem notícia na Amazônia, pois data de 1854.

A quadrilha Explosão Junina ao fazer homenagem lembra dos Bois Bumbás Aterrador, Pintadinho e Pai do Campo, os quais sempre se destacaram nos meses de junho, sendo que o Boi Aterrador é o primeiro que se tem registro em toda a Amazônia, tendo como amo o saudoso Mestre Quirino. O vídeo ilustra a importância de se valorizar e se perpetuar a cultura popular obidense e as figuras que ficaram marcadas para sempre em sua história.

CANDIDATA: VALÉRIA DA SILVEIRA FREITAS
CIDADE: ÓBIDOS
TEMA: LAVADEIRAS RIBEIRINHAS, UMA RESISTÊNCIA AMAZÔNICA.

A existência das mulheres negras e ribeirinhas sempre foi cercada por limites estruturais de raça e de gênero que dificultam, mas nunca impedem o seu crescimento e autonomia. Entretanto, mesmo colocadas em atividades vistas como menores, o cotidiano dessas mulheres sempre foi marcado com práticas de resistências que devem ser sempre resgatadas tanto na memória quanto como exemplo de luta contra o sistema que nos cerca. Entre essas diversidades de mulheres negras, aqui vamos conhecer as grandes mulheres chamadas de lavadeiras.

O ofício de lavar roupa à beira do rio e Igarapés ainda é realizado por diversas mulheres nas regiões ribeirinhas da Amazônia. Elas acordam cedo, com o raiar do sol e partem com as roupas para a beira do rio. Junto com elas se mantêm a tradição de “bater a roupa” na pedra ou na ponte e deixá-la para quarar.

FONTE: Semcult

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