Otávio do Canto lançou o Livro “Mineração na Amazônia”

Otávio do Canto lançou o Livro “Mineração na Amazônia”

O obidense, Prof. Dr. Otávio do Canto lançou nesta quinta-feira, dia 1º de dezembro, o livro “Mineração na Amazônia: assimetria, território e território socioambiental”, o evento de autógrafo aconteceu no Núcleo de Meio Ambiente (NUMA), da Universidade Federal do Pará, onde reuniu a comunidade acadêmica e convidados. O trabalho do professor foi originado da sua tese de doutorado, vencedora prêmio ANPPAS 2015.

O Livro

A história da implantação e operação de grandes projetos mineradores nas diferentes amazônias brasileiras tem apresentado dinâmica territorial eivada por graves conflitos socioambientais e, pelo que se tem acompanhado, o Projeto Mina de Bauxita de Juruti, da mineradora ALCOA, não é exceção.

Embora se conheça a presença discreta da mineradora ALCOA desde a década de 1970, foi a partir de 2005 que a sociedade passou a perceber as intervenções sistemáticas tanto na zona rural quanto na zona urbana do município. Os contatos se tornaram mais frequentes, muitos deles amistosos e outros bastante conflituosos. Apesar de se preocupar em produzir uma imagem pública fundada no discurso do desenvolvimento sustentável, provocam-se, em linhas gerais, problemas similares de conflitos socioambientais presentes na órbita dos grandes empreendimentos minerários implantados nas amazônias brasileiras.

Em síntese, a implantação e a operação da mineradora ALCOA colocaram comunidades em um conflito socioambiental sem precedentes na sua história. O processo compulsório de transformação do território abrigo em território recurso para atender às demandas da mineradora ALCOA é o epicentro do conflito socioambiental, mas não há solução para o conflito enquanto a mineradora estiver operando no município, uma vez que a transformação deste território é intrínseca ao processo de operação da mineradora.

Este estudo procura analisar o conflito socioambiental e a sua importância na (re)organização territorial das comunidades ribeirinhas do Projeto Agroextrativista Juruti Velho, provocada pela instalação e operação do Projeto Mina de Bauxita de Juruti, da mineradora ALCOA, no município de Juruti. Para isso, investiu-se com o objetivo de identificar as formas de manifestação do conflito socioambiental, as principais mudanças territoriais decorrentes e analisar o conflito socioambiental como vetor das mudanças territoriais.

Otávio do Canto

Otávio do Canto é Filósofo, graduado em Geografia pela Universidade Federal do Pará – UFPA, Especialista em Política Científica e Tecnológica para a Amazônia no Núcleo de Altos Estudos Amazônicos - NAEA/UFPA, especialista em Ciências do Ambiente, Mestre em Geografia Agrária e Doutor em Desenvolvimento Rural no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professor da Universidade Federal do Pará. Atualmente, lotado no Programa de Pós-Graduação em Gestão dos Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia do Núcleo de Meio Ambiente (PPGEDAM/NUMA/UFPA. Tem experiência em Geografia da Amazônia, com ênfase em Populações; Conflitos Ambientais; Ordenamento do Território e Desenvolvimento Rural.

Obras de Otávio Canto

DO CANTO LOPES, L. Otávio, NASCIMENTO, Ivete; COLEHO, A. ; LOPES, P. R. do C . Patrimônio do nosso meio. Barcarena: Açaí, 2012. v. 1. 133p.

DO CANTO LOPES, L. Otávio; ROCHA, C. A. M. . Ambiente: ecologia para a escola básica. Belém: Distribel, 2002.

DO CANTO LOPES, L. Otávio. Várzea e Varzeiros da Amazônia. Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG, 2007. v. 1. 168p .

DO CANTO LOPES, L. Otávio; VENTURIERI, A. (Org.). São Luiz do Tapajós uso do território na Amazônia. Belém: Embrapa Amazônia Oriental, 2007.

www.chupaosso.com.br

Fotos cedidas por Délio Aquino

 

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