PAINEL 03: Fortaleza Gurjão

PAINEL 03: Fortaleza Gurjão

Reconhecida a insuficiência da antiga Fortaleza de Óbidos, surgiram várias ideias para sua remodelação. Depois de demorados estudos, em 1906, foi nomeada uma comissão, chefiada pelo então Major engenheiro Manoel Luiz de Melo Nunes, para tratar da Defesa Geral do Rio Amazonas.

Em 1908, foram então iniciadas as obras de construção de uma fortificação que pudesse satisfazer aquele objetivo. Neste mesmo ano ficou montada a bateria, denominada, posteriormente, de “Defesa Gurjão”, pelo então Inspetor da extinta 2ª Região de Inspeção Permanente.

Sabia-se construída em um dos cabeços da Serra da Escama, a cerca de 81m acima dos níveis médios das águas, à margem esquerda do Rio Amazonas. Bate diretamente, num setor de 27m do canal, ponto mais estreito do referido rio e a enseada formada pelo flanco esquerdo da serra e a cidade de Óbidos.

Esta fortificação, consiste numa bateria mascarada, à céu aberto, com 4 canhões “Armstrong”, retirados do navio escola “Benjamim Constant”, montados em reparos, e, era guarnecida por um destacamento da Fortaleza de Óbidos.

A ascensão ao Forte, faz-se de uma estrada desertada, à retaguarda do mesmo, bem como, o abastecimento de água, era feito através de bomba.

À época da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), este conjunto defensivo estava guarnecido pelo 4º Batalhão de Artilharia (1915), tendo caído nas mãos dos revolucionários de 1924, no Amazonas (GARRIDO, 1940:20).

A partir de 1930 a Fortaleza Gurjão foi desativada (BARRETTO, 1958:49). Os canhões Krupp da Serra da Escama, existente na época, foram utilizados durante a Revolução Constitucionalista de 1932 pelos revoltosos para artilhar a embarcação Jaguaribe, abalroada e afundada na baía de Itacoatiara pelo vapor legalista Ingá.

BARRETTO (1958) complementa que, à época (1958), o Quartel estava guarnecido por um contingente da 8ª Região Militar (op. cit, p. 50).

Atualmente tanto as instalações do Forte Gurjão, quanto as do Forte de Óbidos, encontram-se abertas ao público.

Fonte: Museu Integrado de Óbidos

Fotos de João Canto
www.chupaosso.com.br

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