ÓBIDOS ONTEM E HOJE: Prédio da Companhia Paulista de Aniagem

ÓBIDOS ONTEM E HOJE: Prédio da Companhia Paulista de Aniagem

ÓBIDOS DE ANTIGAMENTE: Prédio da Companhia Paulista de Aniagem que comerciava fibra de juta.

A cultura da juta, por quase meio século, foi importante para a economia da região amazônica, em função de sua capacidade de fixação da população no campo e da utilização de forma produtiva das áreas de várzea na extensão do Rio Amazonas e seus afluentes. Proporcionou também a entrada de dinheiro para as famílias ribeirinhas e garantiu a sua sobrevivência no meio rural.

Em Óbidos, o auge do cultivo da juta e comercialização aconteceu nas décadas de 40 a 70, onde várias empresas surgiram e a sua comercialização fez com que o porto de Óbidos fosse um dos mais movimentados da região nesse período, assim como a sua economia, entretanto a produção e comercialização entraram em decadência nas décadas seguintes devido a sua substituição por fibras sintéticas (polietileno).

Secagem de Juta no Trapiche de Óbidos, decada de 60.

Uma dessas empresas foi a Companhia Paulista de Aniagem, fundada por Sílvio Álvares Penteado, o qual nasceu em Araras (SP), filho do conde Antônio Álvares Leite Penteado, industrial de São Paulo, sendo o mesmo abriu uma filial para aquisição de fibra de juta em Óbidos, PA, na década de 40.

Cia Paulista de Aniagem na década de 60.

Conforme Felipe Loureiro, em sua dissertação, “...várias fábricas de juta paulistas iniciaram produções próprias da fibra no vale do rio Amazonas. A Cia. Paulista de Aniagens, por exemplo, comunicou aos seus acionistas, em 1942, “...que a importação de juta indiana causou-nos sérias apreensões devido a extraordinária irregularidade dos transportes marítimos. Para felicidade de nossa indústria, já hoje se pode contar com mais de 1/3 de fibra nacional, (...) as perspectivas nesse sentido são as mais promissoras (...) resolvemos fomentar, por nossa própria conta, estabelecendo na cidade na região de Óbidos (Pará), um novo centro de cultura, de classificação e embalagem. Aí se acha em construção um grande armazém em que se instalará uma prensa e o necessário maquinário para a fabricação de cordas toscas para a enfardagem (...), provada, como se acha, a boa qualidade da juta amazônica (...)””

As fotos seguintes, mostram o prédio a Companhia Paulista de Aniagem,  em várias épocas, sendo que a mesma foi vendida em 1964 com a denominação de Usina Amazônia e posteriormente foi fechada. Atualmente, o prédio é ocupado por uma loja de departamentos, sendo que sua fachada foi modificada, como podem ver nas imagens.

FOTOS....

Por_João_Canto

www.obidos.net.br

Comentários  

0 #1 Dinho Aquino 07-03-2022 13:04
Muito bem lembrado
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