O Brasil, os EUA e a China, irmãos siameses

O Brasil, os EUA e a China, irmãos siameses

Cesar Calderaro - MSc Eng°

“Muitos dos nossos netos e bisnetos falarão mandarim!”, sāo as palavras de um amigo preparado, inteligente e bem informado, uma provocação ao pensamento e ao silogismo!

A China foi uma das maiores potências do planeta, por uns 50 séculos; só não, por poucos. Hoje, apenas, está recuperandose do terrível pesadelo que foi-lhe imposto pela Inglaterra, pelo Japão ... E pelo comunista Mao, que lá implantou este insensato modelo econômico e político que levou-a a milhões de mortos e à miséria total e irrestrita. 

Porém, aconteceram fatos relevantes depois da morte de Mao, pelo final da década de 70: um certo *Deng Xiaoping* mudou o modelo econômico chinês, implantando áreas de liberalismo (John Lock e Adam Smith); vendeu a maior parte das suas empresas estatais, tornando tais bens de produção em propriedades privadas; impôs o absoluto respeito aos contratos, criando forte segurança jurídica; estabeleceu as bases para a educação e avanços tecnológicos; realizou uma enorme e eficaz infraestrutura; garantiu a segurança individual e coletiva, nas cidades e no campo; e muito mais.

A Ásia está crescendo, fortemente, faz décadas, com estabilidade e auto sustentação; e, sem dúvida, a velha China é o cento de inércia de todo esse desenvolvimento sistêmico, firme e cadenciado. 

No início, era nos rios na Mesopotâmia da Babilônia; depois, no Rio Nilo do Egito; em seguida, no Mar Egeu da Grécia; depois, no Mediterrâneo de Roma; mais tarde, no Atlântico Sul de Portugal e Espanha; consolidou-se no Atlântico Norte dos Ingles e EUA; e, agora, o centro do mundo políticoeconômico migra  para o Pacífico, com a tendência da dominância asiática, com baricentro da China.

Simultaneamente, o líder da civilização ocidental, os EUA, está com graves questões: uma incalculável dívida; um déficit anual enorme, no balanço comercial com a China; um racismo extremado; as drogas que estraçalham suas entranhas; e uma concorrência implacável, com o Brasil, na exportação de seus volumosos produtos agropecuários, geradores básicos de suas riquezas, Brasil que vence-os na produção e preço.

Todas, questões graves e, pelo que se vê, sem solução à vista. 

Enquanto isso, a Europa envelhece; e, tem suas questões agravadas pelos islâmicos que infiltram-se entre seus ombros.

E a China ruma pelo “heartland” da Euroasia, via o velho “caminho das sedas”, com seus trens-balas, até a Europa; e, ao mesmo tempo, lidera as “fímbrias” asiáticas; pondo-se na ponta da ciência do 5G; e tomando a dianteira em tudo ... Organizada, disciplinada, estudiosa, sem drogas; e com um mercado interno de 1 (um) bilhão e 400 (quatrocentos) milhões já ativado que, por si só, garante-lhe que o seu desenvolvimento continue, por décadas!

Irreversível !

Os EUA compram muito da China, e a China, pouco dos EUA; resultado: enormes superávit da China, no balanço comercial. E mais: com esses recursos, ela tem comprado bens de produção nos EUA e, por muito, os “papéis do Tesouro” dos EUA. Esses dois países tornaram-se irmão siameses: se um espirra, o outro fica gripado.

As comunicações eletrônicas mudaram o mundo, por demais; estamos num extraordinário mundo novo, vivemos UMA NOVA ERA da saga humana: tudo é eficaz e rápido.

O Brasil vende muito para a China, e a China, porco pro Brasil; resultado: superávit para o Brasil de bilhões e bilhões de dólares. Note-se: em plena Pandemia do COVID-19. Com esses recursos, o Brasil sustenta a sua economia em organização.

Quer mais?

Pois, que nossas empresas produtoras vendam muito para os EUA, para Europa, para o Japão, para a Índia, para a China e para mais quem quiser comprar e pagar bem!

É hora do Brasil gerar riqueza, para podermos bancar a nossa educação, segurança, saúde, infraestrutura ...

Alimentamos 1/4 (um quarto) do mundo; portanto, somos um Polo de Poder,  num planeta multipolar.

Com relacionamento equilibrado e comércio lucrativo, façamos negócios, com todos os países bons pagadores do mundo, sempre com respeito à nossa Soberania e dentro das Leis do Brasil.

Continuemos fortalecendo nossas Forcas Armadas que é a 10ª do mundo, o que não é pouco: o submarino nuclear, os novos caças, nossos blindados, nossa AMAN, nossa ESA ...

Relacionamentos bons e respeitosos, nada de subserviência a ninguém ... Que os empresários do agronegócio e todos os outros produtores brasileiros se agigantem!

Concordo com o meu amigo que disse: “Muitos dos nossos netos e bisnetos falarão mandarim!”; na verdade, muitos já estão; alguns até já estão estudando em Universidades  dos EUA e, por sabedoria destas, junto com americanos e outros jovens ocidentais, estão, hoje, passando períodos estudando nos Campos Universitários dessas Universidades dos EUA, em Shangai, na China.

Milhões de chineses falam inglês na China e pelo mundo todo.

Sabes de onde vem a palavra “MAMDArim”?

Os Portugueses, ó gajo, já passaram por lá, por uns tempos, lá pelo século XVII; pois, as musas do Tejo, que impuseram seus cantos além da Taprobana, que nos digam.

Muitos chineses, hoje,  já estão a falar português.

- Pois não, ou pois sim? Ora, pois pois!

Não interessa a cor do pato, o que interessa é que o pato vá para a panela com tucupí e jambu!

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