MPF alerta Ministério da Saúde sobre apoio ao sistema de saúde do oeste do Pará

MPF alerta Ministério da Saúde sobre apoio ao sistema de saúde do oeste do Pará

O Ministério Público Federal (MPF) expediu nesta terça-feira (26) ofício ao Ministério da Saúde em que reforça os argumentos da recomendação expedida no último dia 19 para evitar o colapso do sistema de saúde no Pará, em especial no oeste do estado. O MPF pediu, ainda, que seja avaliada a possibilidade de aceleramento da vacinação no estado, também com atenção especial para essa região.

No documento endereçado ao ministro Eduardo Pazuello, o MPF pede que, em articulação com a Secretaria de Saúde do Pará (Sespa), o Ministério da Saúde garanta estrutura para instalação de leitos adicionais, aquisição de insumos médico-hospitalares (especialmente oxigênio), e suporte logístico para abastecimento de recursos materiais.

Ao pedir que seja feita avaliação da pertinência de aceleramento da vacinação no Pará – em especial no oeste paraense – o MPF destacou a necessidade de que seja cumprida a ordem de prioridade estabelecida no Plano Nacional de Imunização.

O oeste paraense vem sofrendo um aumento exponencial no número de casos e internações por covid-19, o que pode ser indicativo de que há disseminação da nova variante da linhagem do vírus causador da doença, registra o ofício. No Amazonas, que faz divisa com a região, essa nova linhagem já provocou o colapso do sistema de saúde.

Agravamento da situação

O agravamento da pandemia, somado à carência estrutural dos municípios da região, aumentou “de forma abrupta” a necessidade de leitos e insumos, registram os procuradores da República autores do ofício ao Ministério da Saúde.

No Hospital Regional do Baixo Amazonas, em Santarém, em apenas um mês foi de 160% o aumento do número de leitos ocupados para tratamento de pacientes com covid-19. No município de Faro pessoas morreram por falta de oxigênio hospitalar, e logo em seguida houve risco de falta do insumo nos municípios de Oriximiná, Prainha e Monte Alegre, destaca o MPF.

No último domingo (24), o Hospital Regional do Tapajós, em Itaituba, chegou a 100% da sua capacidade máxima de atendimento em UTI para adultos, e no Hospital Regional do Baixo Amazonas a lotação atingiu 95,83% da capacidade de atendimento em UTI para adultos.

Vacinação para reduzir hospitalizações

“Ante o estado de coisas instalado, torna-se ainda mais premente medidas para apoio ao sistema de saúde do oeste do Pará, a exemplo do reforço da vacinação de sua população considerada de risco, tendo em vista que tal providência pode levar à redução em demanda de hospitalizações", alertam os procuradores da República. “Caso não haja reversão desse quadro, a tendência é que em futuro muito próximo não haja leitos disponíveis e sejam necessárias remoções de pacientes para outras unidades federativas, o que tornará ainda mais dispendiosos e menos eficazes os atendimentos às pessoas contaminadas pela covid-19 que necessitarem de internações”, frisa o MPF.

O ofício ao Ministério da Saúde foi enviado à 1ª Câmara de Coordenação e Revisão (1ª CCR) do MPF, na Procuradoria-Geral da República, em Brasília (DF), órgão do MPF com atribuição para o envio de ofícios a ministros de Estado.

FONTE: Comunicacão/MPF

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