Sedap incentiva a produção da aquicultura no Pará

Sedap incentiva a produção da aquicultura no Pará

Os municípios que representam os polos produtivos mais importantes na piscicultura são Paragominas e Marabá.

Nesta segunda-feira (20) é comemorado o Dia da Aquicultura, que é a prática de reprodução e cultivos de peixes, camarões e ostras. No Pará, essa atividade conta com o apoio do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário da Pesca (Sedap), fundamental no fomento da produção dessa cadeia, já que com o crescimento populacional, os estoques pesqueiros ficaram escassos e é cada vez mais importante a alternativa de obtenção de proteína proveniente do pescado, em que o estado tem um grande potencial.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Pará produziu em 2019, 14 mil toneladas na piscicultura. As regiões mais importantes em polos produtivos na piscicultura são: Paragominas, com produção de 4.060 toneladas e Marabá, com produção de 1.125 toneladas. Dentro do estado, as espécies mais produzidas são: Tambaqui, Tambatininga, Piratininga, Tilápia e Pirarucu.  

Em 2019, a Sedap elaborou um diagnóstico da aquicultura no estado, em que foram identificados os pontos de estreitamento e possíveis melhorias para o setor. De acordo com o diretor de Aquicultura, Alan Pragana, atualmente a Secretaria atua em diversas frentes para alavancar o setor.

“Existem projetos em andamento que beneficiam piscicultores de viveiros escavados, piscicultores em tanque-rede, ostreicultores, auxílio em desenvolvimento de protocolos de cultivo de mais espécies do nosso bioma, auxílio na elaboração da nova lei da Aquicultura nº 2965/2022; reforma e modernização das unidades de Aquicultura do estado (Santarém e Terra Alta) e auxílio na elaboração de políticas públicas que beneficiem o setor aquícola como todo” finalizou. 

O secretário de Agricultura e Pesca, Giovanni Queiroz, comenta que com o apoio da Sedap, o fomento vem crescendo na pesca e ostreicultura. "A pesca com arranjos produtivos como tanque-rede, estamos pensando intensificar inclusive no lago de Tucuruí", disse.  

No Pará, a produção em média de ostras é de 75 toneladas anuais, bem menor ainda se comparada com Santa Catarina, que surge como o maior produtor nacional de 99% do molusco de todo o Brasil. Enquanto lá o cultivo começou na década de 1970, aqui foi surgir a partir de 2001 e a comercialização apenas no ano de 2006. 

A costa do estado do estado compõe, junto com o litoral maranhense, a segunda maior área contínua de manguezais do mundo, alcançando cerca de 1,38 milhões de hectares, ao longo de 6,8 mil km de costa e esse fator colabora na produção de caranguejo e camarão. Devido à grande extensão territorial e diversas características geográficas, os métodos de cultivo e espécies sempre estão focando nas peculiaridades de cada região, fazendo que o estado todo tenha uma produção significativa e cada vez mais crescente. 

FONTE: Agência Pará 

 

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