Ao todo, 29 expositoras participaram da feira, apresentando produtos e serviços desenvolvidos ao longo das ações formativas.
A 1ª Feira Empreendedora do Baixo Amazonas reuniu mulheres de diferentes comunidades da região oeste do Pará, incluindo participantes de Oriximiná, Terra Santa e Faro, em um espaço dedicado à valorização do empreendedorismo feminino, à geração de renda e ao fortalecimento da equidade de gênero. Realizado no dia 14 de março, no Mineração Esporte Clube (MEC), em Porto Trombetas, distrito de Oriximiná, o evento promoveu a exposição e comercialização de produtos, incentivou o protagonismo das mulheres amazônidas em iniciativas econômicas locais.
A feira é produto do Projeto Rede Empreendedora de Mulheres Amazônidas (REMA), desenvolvido pela Associação da Organização de Mulheres Trabalhadoras do Baixo Amazonas (AOMTBAM), financiado pela Mineração Rio do Norte (MRN), e conta ainda com a participação do Bora Mana, núcleo de empreendedoras de Porto Trombetas ligado ao Pilar de Gênero da MRN. A iniciativa está alinhada ao compromisso da MRN com a Agenda ESG, com ênfase no pilar social, promovendo os princípios de direitos humanos, equidade de gênero e sustentabilidade social, ao fomentar a autonomia econômica das mulheres e fortalecer as redes produtivas locais.
O encontro, dedicado ao fortalecimento do protagonismo feminino, ao incentivo ao empreendedorismo e à ampliação das oportunidades de geração de renda, contou com uma programação completa, incluindo exposição e comercialização de artesanatos, produtos da agricultura familiar e comidas típicas, além de rodas de conversa, atrações culturais e o lançamento de uma plataforma digital de vendas voltada às empreendedoras da região.
Ao todo, participaram 29 expositoras, sendo 10 do Núcleo Bora Mana e 19 do Projeto REMA, que estiveram presentes na feira apresentando produtos e serviços desenvolvidos ao longo das ações formativas. Segundo Bianca Lopes Bentes, analista de Relações Comunitárias da MRN, o crescimento das participantes foi evidente. “Por meio das oficinas e capacitações, observamos um grande desenvolvimento das empreendedoras. A feira foi uma oportunidade de dar visibilidade a esse trabalho e fortalecer a participação dessas mulheres no mercado”, destacou.
Para a coordenadora da AOMTBAM, Marcela Acioli, a feira representou um marco importante desse processo. “Esse foi um momento de culminância de todo um ciclo de atividades da Rede Empreendedora de Mulheres Amazônidas. Ao longo desse período, realizamos diversas oficinas de capacitação e agora, ver essas mulheres reunidas foi a certeza de que o trabalho valeu muito a pena”, afirmou.
Entre as empreendedoras presentes, muitas relataram que o evento também foi um momento de troca, inspiração e superação de desafios estruturais. Bianca Beltrame, que trabalha com papelaria personalizada em Porto Trombetas, ressaltou a importância de iniciativas como essa para incentivar novas trajetórias. “Mesmo com desafios como a logística para receber materiais, foi muito importante estarmos ali mostrando o nosso trabalho e incentivando outras mulheres a empreender. Ver tantas histórias de mulheres batalhando e crescendo inspira muito a gente”, disse.
A feira também abriu espaço para agricultoras, como Marielza Marques, da comunidade Aibi, no município de Faro, que levou para o evento produtos derivados da mandioca. Para ela, participar da iniciativa ampliou as possibilidades de venda e visibilidade dos produtos da comunidade. “Para nós que moramos em comunidade, uma das maiores dificuldades é o transporte para trazer os produtos até a cidade. Então, estar ali foi uma grande oportunidade de divulgar nosso trabalho e valorizar os produtos da nossa terrinha”, explicou.
A gerente de Departamento de Relações Comunitárias e Responsabilidade Social Corporativa da MRN, Elessandra Correa, destacou que iniciativas voltadas ao empreendedorismo feminino contribuem diretamente para o desenvolvimento sustentável das comunidades. “Ao capacitarmos e incentivarmos essas mulheres, promovemos a autonomia econômica e a geração de renda, contribuindo diretamente para o fortalecimento da segurança alimentar e para a ampliação de oportunidades dentro das próprias comunidades. Esse processo está alinhado aos princípios de sustentabilidade social, ao estimular o desenvolvimento local de forma inclusiva. Além disso, a troca de experiências entre mulheres de diferentes territórios amplia perspectivas e potencializa o desenvolvimento do empreendedorismo feminino”, disse.
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FONTE: Comunicação/MRN