Juruti fortalece bioeconomia com inauguração do laboratório de bio-óleos e manteigas

Juruti fortalece bioeconomia com inauguração do laboratório de bio-óleos e manteigas

O município de Juruti, no Baixo Amazonas, deu um passo decisivo para o fortalecimento da bioeconomia regional com a inauguração do laboratório BioJuruti, estrutura dedicada à extração de óleos e manteigas vegetais a partir de espécies nativas da Amazônia. Instalado no Distrito de Castanhal, na zona rural do município, o espaço amplia a capacidade local de beneficiamento de produtos como cupuaçu, tucumã, castanha, buriti, patauá e andiroba, agregando valor à produção comunitária e impulsionando a geração de renda baseada no uso sustentável da floresta.

A iniciativa integra um acordo de cooperação técnica entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) e a Alcoa, por meio do programa Regulariza Pará. Também participam do projeto a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Cooperativa Agroindustrial de Castanhal e Planalto (COOCALP), o Instituto Sustentabilidade da Amazônia com Ciência e Inovação (ISACI) e a Prefeitura de Juruti, formando uma rede que conecta ciência, inovação e organização comunitária.

Com investimento de R$ 2,3 milhões, o laboratório foi estruturado para fortalecer cadeias produtivas já existentes e abrir novas oportunidades para agricultores e extrativistas. A UFPA seguirá oferecendo apoio técnico até 2027, quando a COOCALP assumirá integralmente a gestão da iniciativa.

Para o secretário adjunto da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, o projeto demonstra a força da cooperação entre diferentes setores. Ele destacou que o diferencial do BioJuruti está no protagonismo comunitário em todas as etapas do processo produtivo, garantindo autonomia e valorização do trabalho local.

O laboratório está alinhado ao Plano Estadual de Bioeconomia, lançado em 2022, e reforça a estratégia de transformar ativos da sociobiodiversidade em produtos de maior valor agregado. Segundo Jackson Lima, diretor financeiro da COOCALP, o impacto direto para os agricultores é significativo, especialmente pela possibilidade de aproveitar sementes que antes seriam descartadas.

Representantes da UFPA e do ISACI também ressaltaram que o BioJuruti simboliza o resultado concreto de uma articulação sólida entre instituições e território, capaz de transformar potencial natural em oportunidade econômica.

A prefeita de Juruti, Lucidia Batista, afirmou que o investimento fortalece a vocação do município para a bioeconomia e gera desenvolvimento com responsabilidade ambiental. Já Pamella De-Cnop, diretora de Sustentabilidade da Alcoa, destacou que o objetivo é contribuir para um modelo de desenvolvimento sustentável que valorize os saberes amazônicos e gere oportunidades para as futuras gerações.

Professor do NUMA/UFPA, Otávio do Canto destacou a importância da união entre instituições e comunidades para transformar o potencial natural em oportunidade econômica. “Eu agradeço imensamente a todas as instituições e pessoas que acreditaram no nosso sonho e o transformaram em realidade. Mas nada é tão concreto quanto transformar recursos naturais como castanha, buriti, andiroba, tucumã e tantos outros em renda para a comunidade do distrito de Castanhal”, enfatizou.

Com a nova estrutura, Juruti consolida-se como referência em iniciativas que unem sustentabilidade, inovação e inclusão produtiva na Amazônia.

GALERIA DE FOTOS....

www.obidos.net.br  - Informações e fotos Agência Pará

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar