Filhotes de peixe‑boi são resgatados em Óbidos e Oriximiná recebem cuidados da Semas

Filhotes de peixe‑boi são resgatados em Óbidos e Oriximiná recebem cuidados da Semas

Os animais encontrados foram encaminhados ao Instituto Igarapé Nhamundá, onde passam por cuidados intensivos para reabilitação.

Dois filhotes de peixe‑boi‑da‑Amazônia foram resgatados em diferentes pontos do Baixo Amazonas, no Oeste do Pará, e agora recebem cuidados especializados no Instituto Igarapé Nhamundá, em Oriximiná. Os resgates ocorreram no domingo (21) e na segunda-feira (22), em Óbidos e Oriximiná, mobilizando comunitários, órgãos ambientais municipais e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), que prestou apoio técnico e administrativo durante todo o processo.

O primeiro filhote, encontrado no Lago Maria Pixi, na divisa entre Oriximiná e Terra Santa, foi localizado por moradores da Comunidade São Sebastião. A mobilização envolveu integrantes do Projeto SOS Peixe‑Boi‑da‑Amazônia e resultou no encaminhamento rápido do animal ao instituto. A pequena fêmea recebeu o nome de Pixi, em homenagem ao local onde foi resgatada. Segundo a equipe técnica, ela apresenta bom estado de saúde, está ativa e se alimenta bem.

O segundo filhote, batizado de Lurdinha em homenagem à cientista Lurdinha Bastos, foi avistado por pescadores em Óbidos após permanecer cerca de três dias boiando próximo à orla. Inicialmente, o animal foi levado ao Mercado Municipal do Peixe e mantido em uma caixa d’água de mil litros. Depois, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente disponibilizou uma piscina para acomodação provisória e organizou a transferência até Oriximiná. Lurdinha, porém, inspira mais cuidados: chegou debilitada, após longo período sem alimentação adequada e possível exposição a contaminantes.

A Semas atuou na emissão das autorizações de transporte, na elaboração dos termos de depósito e no alinhamento entre as instituições envolvidas. Para o secretário‑adjunto Rodolpho Zahluth Bastos, o caso evidencia a importância da integração entre comunidades, órgãos ambientais e políticas públicas, como os Acordos de Pesca, que fortalecem a conservação da fauna aquática.

O Instituto Igarapé Nhamundá, parceiro da Semas por meio de Acordo de Cooperação Técnica, destaca que os resgates refletem também uma mudança de percepção das comunidades. Segundo a educadora ambiental Cecília, moradores que antes participavam da caça hoje registram e comunicam a presença de peixes‑boi, contribuindo para a proteção da espécie.

Os filhotes seguem em cuidados intensivos, com alimentação a cada três horas, suplementação nutricional, monitoramento clínico e acompanhamento comportamental. A expectativa é que, com o fortalecimento das ações de educação ambiental e o engajamento comunitário, mais animais possam permanecer seguros em seu habitat natural, contribuindo para a conservação da biodiversidade amazônica.

www.obidos.net.br - FONTE: Agência Pará

 

 

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